Preço do minério de ferro dispara na China, motivo é o corte da Vale

Os papéis de minério de ferro da China subiram exponencialmente nesta semana em decorrência do anúncio da Vale desativar 10 barragens semelhantes as de Brumadinho e Mariana, palco de dois acidentes históricos no Brasil, visando evitar futuros desastres.

O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, dia 30 de janeiro de 2019, onde o minério de ferro chinês acabou subindo a um nível quase muito grande, o maior nos últimos 1 ano e meio.

Hoje a Vale é a maior produtora de minério de ferro do mundo, mas a produção total será reduzida em 10%, para que possam ser desativadas as 10 barragens propostas para conter a “sequência” de danos dos últimos três anos.

Bolsa de valores chinesa

Na bolsa chinesa o papel de minério de ferro mais negociado em Dalian, terminou o dia cotado a US$ 87,42 (cerca de 587 iuanes) por tonelada. Esse valor cumulou uma alta de 5,6%, porém a máxima do dia ficou em 589 iuanes por tonelada, o maior valor em quase 2 anos.

A China é hoje a maior importadora global da commodity, onde a tragédia em Brumadinho acabou gerando uma grande incerteza no mercado de minério de ferro, tanto do mercado chinês como de todas as outras economias mundiais.

Maior exportadora do mundo, Vale.

Hoje a Vale é a principal exportadora/fornecedora de minério de ferro com baixo teor de alumínio do mundo. Essa categoria de minério é a preferida pela indústria em geral, por conta de seu baixo nível de impurezas. Os valores são um pouco mais altos do que outras empresas que fornecem um minério mais “sujo”, mas a China e outros países que estão em constante preocupação com o meio ambiente, optam cada vez mais por soluções mais “limpas”.

Com os anúncios recentes da Vale, uma empresa especializada em análises financeiras e dados referentes aos minérios de ferro, a Tiylon Technologies, prevê que o valor por tonelada pode chegar em até US$ 120 já no próximo semestre de 2019.

Uma lição mundial

Com os desastres dos últimos anos no Brasil, a regulamentação sobre a extração deve ficar mais rígida nos próximos meses, tanto no Brasil, como em outros países que também contam com um forte mercado. Isso irá reduzir a produção mundial, encarecendo o minério por sua “escassez”.

Segundo a Tiylon todas as mineradoras de ferro nos últimos anos andaram investindo apenas no aumento da produção, deixando um pouco de lado as questões de segurança. Com os acontecimentos os órgãos reguladores irão acompanhar de perto todas as minas, para prevenir futuros acidentes.

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