Dólar tem início instável após incertezas sobre a Previdência Social

No início desta segunda-feira, dia 04 de fevereiro de 2019, o mercado brasileiro iniciou forte, apesar da grande queda puxada pela Vale, após a tragédia de Brumadinho MG, mas não resistiu a alta do dólar, que chegou a ser cotado em R$ 3,66 na manhã e parte da tarde deste dia, mas que acabou fechando em uma alta de 0,31%, cotado a R$ 3,6724.

Os investidores acabaram ficando apreensivos após a divulgação de uma demonstração da provável Reforma da Previdência, que deverá ser votada e aprovada ainda neste primeiro semestre de 2019. Com essa alta, o que podemos concluir é que os agentes financeiros ainda estão aguardando novidades com relação aos ajustes fiscais, para que só então seja possível “arriscar” mais no mercado financeiro, puxando a queda do dólar inclusive.

Entre os pontos da “pré” reforma da Previdência que mais intrigaram os investidores foi a definição de idade mínima para homens e mulheres em 65 anos. Outro ponto foi a proposta de ajuste da idade mínima a cada quatro anos, com base nos estudos de expectativa de sobrevida. Com esta última, acredita-se de que seria dispensado a necessidade de uma outra reforma futuramente, mesmo que a expectativa de vida aumente.

Agora é pra valer

Com essa demonstração do que poderá ser a reforma da Previdência, já foi possível ter uma noção do que e como será a proposta, onde economistas e agentes financeiros que se manifestaram, disseram que agora é possível crer que ela será realmente mais forte, com relação as últimas “atualizações” na previdência social.

Segundo estudos, as reformas podem gerar uma economia de até um trilhão de reais em um período de 10 anos. Apesar de tudo parecer muito bom, o dólar ainda terminou alto, pois todos os olhos estão voltados com cautela para esta situação.

Assim que tudo estiver bem concreto é que iremos sentir grandes diferenças no câmbio. Ainda falta a confirmação do governo e também a intenção da aprovação na câmara e no senado, setores que estão se mostrando bem favoráveis as mudanças, principalmente após a eleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado Federal.

Nesta segunda, Onyx Lorenzoni, ministro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, relatou que ainda não há nada definido sobre a reforma e que é válido o mercado estar apreensivo, afinal este “resumo” é apenas uma das possibilidades discutidas com a área econômica do país.

Votação apertada

Mas é preciso estar ciente de que a reforma não será tão fácil, mesmo com as questões bem favoráveis para o Governo. Para que a reforma da Previdência aconteça, é preciso que haja no mínimo 308 votos para que ocorra a tão esperada mudança na Constituição, sendo algo bem mais complexo para a urgência da situação.

A escolha de Davi Alcolumbre para o Senado, também é algo que não gera a confiança necessária para a aprovação das medidas, pois até o próprio Ministro da Economia, Paulo Guedes, achava que a reeleição de Renan Calheiros seria melhor para que as opções passassem pelo Senado. Guedes acreditava que o alagoano poderia convencer mais, já que tem uma influência política maior, dado o seu tempo de casa.

Mas muitos economistas acreditam que uma nova era está por vir com Onyx abrindo horizontes com o Congresso Federal e com a reeleição de Rodrigo Maia. Há expectativas positivas quanto ao futuro, principalmente porque ainda não é possível definir nada sobre a Reforma da Previdência, é preciso que o texto seja apresentado ao Congresso, para só então começar a reação “definitiva” do mercado. É bem provável que ele seja apresentando ainda neste mês de fevereiro, mais provavelmente para o fim do mês.

Até lá muitos estarão otimistas e outros apreensivos quanto ao assunto.

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